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TWO SIDES

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Sobre a Two Sides

Two Sides é uma organização global, sem fins lucrativos, criada na Europa em 2008 por membros das indústrias de base florestal, celulose, papel, cartão e comunicação impressa. Two Sides, a mais importante iniciativa do setor, promove a produção e o uso conscientes do papel, da impressão e das embalagens de papel, bem como esclarece equívocos comuns sobre os impactos ambientais da utilização desses recursos. Papel, papelcartão e papelão são provenientes de florestas cultivadas e gerenciadas de forma sustentável. Além disso, são recicláveis e biodegradáveis.

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Papel não desmata

 

Muita gente ainda fica surpresa quando descobre que a fabricação e o uso de papel, cartão e papelão faz crescer as florestas e a quantidade de árvores. Todos sabem que papel é feito de árvores. O que nem todos sabem é que essas árvores são plantadas para essa finalidade.

 

Da mesma forma como se planta algodão para a fabricação de tecidos, ou cana, para produção de combustível, plantam-se árvores para a produção de celulose e papel. Se o consumo de tecidos de algodão aumentar, será necessário ampliar as plantações para atender à demanda crescente. Se aumentar o consumo de álcool combustível, será necessário plantar mais cana. Assim, se mais pessoas utilizarem papel, mais árvores terão que ser plantadas. 
 

Por que é necessário plantar árvores para produzir celulose e papel? Não seria mais fácil usar as árvores nativas que já existem? Teoricamente, é possível fazer papel a partir de qualquer vegetal. No entanto, para que o processo industrial seja eficiente e financeiramente rentável, é obrigatória a utilização das espécies adequadas. É também indispensável que as árvores sejam o mais parecidas possível. Só é possível garantir o suprimento das árvores certas e todas homogêneas, se forem plantadas. É como cozinhar feijão: não dá certo misturar, na mesma panela, variedades diferentes, ou grãos mais novos com grãos mais velhos.

No Brasil, as árvores usadas como matéria prima para celulose e papel são principalmente o eucalipto e, em menor quantidade, o pinus. O eucalipto é australiano e o pinus é norte-americano. Não há essas espécies nas matas nativas brasileiras. Essas árvores só existem aqui se forem plantadas. Para crescer, elas retiram carbono da atmosfera, ajudando a amenizar o efeito estufa e as mudanças climáticas.


 

Temos hoje 2,7 milhões de hectares de plantações de árvores para papel. São cerca de quatro bilhões de árvores que estão ajudando a melhorar o meio-ambiente. Essa área é muito pequena: 0,32% do território nacional e menos de 1% das áreas utilizadas para atividades agropecuárias.

O papel é intensamente reciclado. No Brasil, segundo a Associação Nacional dos Aparistas – ANAP – a taxa de reciclagem chegou a 68,7% em 2018. E o que não é reciclado, se for descartado corretamente nos aterros sanitários, tem impacto ambiental mínimo porque é biodegradável.

 

Não há provas de que a mídia eletrônica seja melhor para o meio ambiente. Os equipamentos eletrônicos são de difícil reciclagem e descarte. Os centros de computação (a famosa “nuvem”) consomem imensas quantidades de energia e são responsáveis indiretamente por grande emissão de CO2. Segundo a Yale University, esses centros já consomem 2% de toda a energia mundial e essa taxa cresce rapidamente. Além disso, produzem tanto CO2 quanto o segmento de aviação. Por outro lado, há fortes evidências de que o papel é uma mídia mais sustentável em termos ambientais.

 

Apesar disso, muitas empresas oferecem substitutos ao papel, com argumentos de “salvar árvores” e “preservar o meio-ambiente” quando, na verdade, seu principal objetivo é reduzir custos de operação ou vender seus produtos e serviços. Trata-se, portanto, de propaganda enganosa, que usa falsos argumentos ambientais, conhecida em inglês como “greenwashing”. Mas a verdade é que http://pesquisaeditoras.fipe.org.br

papel produz florestas!

O papel é um dos produtos mais reciclados no mundo.
 

O processo de reciclagem de papel começa com você. Depois que o papel foi usado ele deve ser descartado como resíduo a ser reciclado. Na Europa, a taxa de reciclagem de papel foi de 72,5% em 2016. No Brasil esse índice já supera os 68% e cresce ano a ano. 

Para manter a qualidade, é importante que o papel seja coletado separadamente de outros materiais. Durante o processo de reciclagem é necessário remover contaminantes e, quando necessário, também resíduos de tinta. A matéria prima resultante pode ser usada para produzir 100% de papel reciclado ou misturada com fibra virgem, dependendo das características de qualidade exigidas.

Tanto a fibra reciclada quanto a virgem oferecem benefícios. Como as fibras virgens e recicladas fazem parte de um único sistema complexo, é muito difícil comparar com segurança seus atributos ambientais.


 


Na prática, a fibra reciclada não existiria se a fibra virgem não fosse colhida e as demandas da sociedade por produtos de papel e cartão não poderiam ser atendidas sem as duas coisas. Para a produção de celulose virgem é necessário plantar árvores continuamente, o que ajuda a reduzir o efeito estufa.

 

Uma fibra pode ser reciclada várias vezes, mas não indefinidamente. A reciclagem de papel precisa incorporar uma certa quantidade de fibras novas porque a celulose se deteriora cada vez que é reciclada. Além disso, muitos tipos de papéis exigem fibra virgem na sua composição para alcançar as propriedades técnicas adequadas. Finalmente, às vezes não há papel reciclado, com boa qualidade, em quantidade suficiente para atender à demanda. Cerca de 22% do papel utilizado não é possível coletar ou reciclar.

A embalagem de papel, cartão, papelão e o meio ambiente

 

A despeito do pessimismo de muitas pessoas, a humanidade tem evoluído para melhor. No entanto, há questões que devemos enfrentar para continuar a progredir. O resgate de populações que vivem em extrema pobreza, por exemplo, é um desafio. Outra é a questão ambiental.

 

Esta última envolve, basicamente, três aspectos. Um é a contaminação dos ecossistemas com resíduos não biodegradáveis - frequentemente substâncias sintéticas e tóxicas. A imagem das gigantescas “ilhas” de detritos flutuando no Oceano Pacífico é bastante conhecida, mas eles estão por toda a parte, poluindo e contaminando o meio-ambiente.

 

Outro aspecto é o uso abusivo dos recursos naturais. Matérias primas não renováveis, extraídas continuamente, podem ter suas reservas esgotadas, comprometendo a sustentabilidade econômica. Solos usados intensivamente e sem o manejo adequado, podem se tornar inúteis. O desmatamento promove a desertificação. O terceiro ponto são as mudanças climáticas, causadas pela contaminação da atmosfera com diferentes gases, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

 

Nesse contexto, as embalagens têm grande importância. O fato de não consumirmos as embalagens, mas sim os produtos que contêm, leva muitos a crer que elas são inúteis e que poderiam ser dispensadas. No entanto, a maior parte das embalagens nos ajuda a aproveitar melhor os recursos naturais, evita desperdícios e melhora a distribuição de riquezas.

 

Proteger alimentos e outros produtos reduz as perdas desses itens. Muito mais alimentos e outros bens seriam descartados e desperdiçados se não fossem adequadamente embalados. Havendo mais bens em boas condições à disposição, mais baratos eles serão e mais acessíveis às populações de baixa renda. Então, não é boa ideia eliminar as embalagens e isso nem seria viável. O que deve ser feito é produzir embalagens que tenham o menor impacto ambiental. A embalagem ideal deve ser biodegradável. Deve ser produzida a partir de matérias primas renováveis e, se possível, contribuir para mitigar o aquecimento global.

 

O instituto “Smithers Pira”, da Grã-Bretanha, publicou os resultados de uma pesquisa recente realizada em cinco países – Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha. Foram entrevistados varejistas e donos de marcas sobre o tema “embalagens e sustentabilidade”. Alguns resultados:

 

  • 96% consideram a sustentabilidade das embalagens importante para os negócios;

  • 81% consideram que reciclabilidade é importante, 48% que é crítica;

  • 62% acreditam que a demanda por embalagens sustentáveis deve aumentar;

  • embalagens de cartão são reconhecidas como as mais sustentáveis;

  • plásticos são vistos como difíceis de reciclar, por usar matérias-primas não sustentáveis e conter substâncias perigosas.


 

Papel, cartão e papelão são feitos de celulose, extraída de árvores. Ao contrário do que muita gente pensa, toda celulose produzida no Brasil vem de árvores cultivadas e nada vem de matas nativas. Trata-se, portanto, de matéria-prima renovável, que não esgota recursos naturais. As árvores plantadas contribuem para a redução do efeito estufa.  Em alguns países usam-se árvores nativas, mas para cada árvore colhida outras são replantadas de modo a garantir sua reposição. Na Europa, por exemplo, as florestas que fornecem madeira para a fabricação de papel e de outros produtos cresceram 44.000 km2 entre 2005 e 2015. A água utilizada na fabricação de celulose e papel não é perdida. Mais de 93% dela é devolvida ao meio ambiente em condições adequadas, segundo os critérios legais.

 

Segundo a Associação Nacional dos Aparistas – ANAP, a reciclagem de papel, cartão e papelão no Brasil é de 68,7% e esse número tende a crescer. Na Europa ultrapassa os 80%.

 

No entanto, embora papel, cartão e papelão sejam produtos altamente sustentáveis, nenhum recurso deve ser desperdiçado. Utilize só o que for necessário. E lembre-se: depois de usados, recicle.

Você jamais vai ver pedaços papelão e cartão flutuando na imensa ilha de lixo do Oceano Pacífico.

 

Two Sides é uma organização global, sem fins lucrativos, criada na Europa em 2008 por membros das indústrias de base florestal, celulose, papel, cartão e comunicação impressa. Two Sides, a mais importante iniciativa do setor, promove a produção e o uso conscientes do papel, da impressão e das embalagens de papel, bem como esclarece equívocos comuns sobre os impactos ambientais da utilização desses recursos. Papel, papelcartão e papelão são provenientes de florestas cultivadas e gerenciadas de forma sustentável. Além disso, são recicláveis e biodegradáveis.

 

#twosides.org.br

twosides@twosides.org.br

 

Manoel Manteigas de Oliveira

Diretor técnico da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG e de Two Sides Brasil

 

ABPO - Associação Brasileira do Papelão Ondulado

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