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O perímetro é o fator dimensional que
aparece na fórmula de McKee, ou seja,
que corresponde a duas vezes o
comprimento mais duas vezes a largura em
uma caixa retangular. Quando se calcula
a resistência à compressão pela fórmula
de McKee, normalmente não se leva em
consideração a relação que o perímetro
deve ter com a altura da caixa.
Entretanto, nos estudos de McKee, há uma
condição: a fórmula pode ser aplicada
desde que a razão entre a altura e o
perímetro seja a seguinte:
A:P = ou> 1:7
Outro ponto a ser observado se refere ao
perímetro propriamente dito. Devemos
considerar as medidas externas ou
internas da caixa? A diferença aqui é
realmente insignificante. Então, não há
razão para não se adotarem as dimensões
internas, já que aparecem sempre como a
especificação dimensional da caixa. No
caso de alguns acessórios, como uma
cinta de reforço com orelha colada, por
exemplo, para a qual a fórmula de McKee
pode ser aplicada, pela mesma razão
acima podemos tomar o comprimento total
da cinta, desconsiderando a orelha
quando os extremos são chanfrados.
Caixas com mais de quadro arestas
verticais — as hexagonais, por exemplo —
também podem ser calculadas com a
fórmula de McKee. O perímetro será a
soma das medidas dos lados. Há somente
uma observação a ser feita no resultado
da aplicação da fórmula: o valor
encontrado deve ser multiplicado por um
fator de correção. Devemos levar em
conta que, numa caixa retangular, os
lados formam um ângulo de 90°, o que
não acontece numa caixa hexagonal ou
octogonal. Se a caixa apresenta furos
nos painéis (para ventilação, por
exemplo), haverá perdas na resistência à
compressão. A posição desses furos
mostra-se mais crítica se estiver
próxima aos vincos verticais
(diminuindo-se o perímetro), o que é,
portanto, desaconselhável. As caixas
para produtos hortifrutícolas,
especialmente, costumam ter esses furos
ao longo dos vincos horizontais. Mesmo
quando não estão nessa posição, porém,
podemos considerar que os furos mantêm
uma relação com o perímetro e, portanto,
temos neste caso
uma possibilidade de pesquisa, visando
aprimorar conhecimentos para
proporcionar a resistência à compressão
mais próxima da compressão real da
caixa.
"Mecanismos" que possam ajudar no estudo
teórico da embalagem são sem pre
importantes, especialmente na fase do
estudo, do projeto, embora sempre exista
a possibilidade de um teste prático
através de um protótipo.
Referências: G.G. Maltenfort, Corrugated
Shipping Containers - An Engineering
Approach
Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação
Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br
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