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Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Outubro 2008

Acessórios - resistência à compressão

No artigo anterior, comentamos a im­portância da utilização dos códigos para identificar o tipo de acessório, quando faz parte da especificação da embalagem de papelão ondulado. Outro aspecto dos acessórios utilizados consiste na contri­buição à resistência à compressão que podem acrescentar à embalagem. Muitos acessórios são usados principalmente com esse objetivo; outros funcionam como separadores ou têm finalidade de acolchoamento, enquanto alguns são usados simplesmente para preencher espaços vazios dentro da embalagem.

Quanto ao fato de os acessórios traba­lharem para aumentar a resistência à com­pressão, cabe ao projetista da embalagem saber explorar esse aspecto, pois muitas vezes isso lhe permite solucionar proble­mas não só da resistência da embalagem, mas também do custo para o usuário.

A melhor maneira para determinar o grau de contribuição é fazer o ensaio de compressão com o acessório posi­cionado dentro da caixa. Conhecendo previamente a resistência da caixa, deduz-se a contribuição do acessório do resultado do conjunto. Registrando esses resultados como percentuais de contribuição do acessório em relação à caixa para a qual foi desenvolvido, o projetista vai criando, para si, um conjunto de informações que servirá de referência para trabalhos futuros.

Não há uma fórmula para o cálculo teórico da resistência do acessório à compressão.

Alguns acessórios, entretanto, como o calço Z - usado não só como separador, mas também com a função de proporcionar maior resistência à compressão -, permitem um cálculo te­órico com o uso da fórmula de Mckee. Pode-se, pelo desenho, verificar que o perímetro do acessório corresponde à metade do perímetro da caixa.

A experiência do projetista de embalagens de papelão ondulado tem grande importância nessas ocasiões. Nem sempre todo o perímetro do acessório é suporte de carga, isto é, contribui para a resistência da embala­gem - mais uma variante que implica perfeita compreensão e observação do projetista. Numa caixa normal (0201 da Norma de Classificação, mencionada no artigo anterior), por exemplo, a parte do acessório que fica no vão, entre as abas internas, pode não trabalhar como suporte de carga, o que depende do de­senho do acessório e, no caso especial do separador em Z, também do sentido em que é posicionado na caixa (se no da largura ou no do comprimento).

A ABPO, por intermédio dos cursos que vem ministrando, tem procurado levar informações sobre o papelão ondulado e sobre o projeto de embalagens desse material tanto para os fabricantes quanto para os usuários de embalagens. O calendário dos cur­sos está disponível no site da ABPO: www.abpo.org.br.

Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br

 

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