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Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Outubro 2007

A fórmula original de McKee traz por constante o "valor" 5,87, que vem sendo considerado por muitos usuários e fabri­cantes no cálculo teórico da compressão vertical da caixa de papelão ondulado para as estruturas de paredes simples e dupla. Aqui, no Brasil, foi elaborado um estudo pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que definiu dois "valores": 5,6 para a estrutura de parede simples e 4,9 para a dupla. No caso da estrutura de parede simples, entretan­to, foram testadas caixas em papelão ondulado de onda C (não se realizaram estudos em caixas de parede simples de onda B). Na estrutura de parede dupla, foi utilizada a combinação de ondas BC. Há uma evidente diferença entre os resultados obtidos pela constante de McKee e os do IPT deduziu. Quando se trata de uma estrutura de parede simples, a diferença não se mostra tão significati­va; porém, quando se usa uma estrutura de parede dupla, é considerável: 5,87 contra 4,9. Vejamos um exemplo para realçar essa diferença. Calculemos a resistência à compressão para uma caixa normal de dimensões 500 x 400 x 300 mm, de papelão ondulado, parede dupla, 7 mm de espessura e resistência de coluna de 10 kgf/cm.



Se a necessidade de resistência à compressão da caixa for 658 kgf, teremos, adotando a constante 4,90, de utilizar um papelão ondulado de resistência de coluna de 12 kgf! Kellicut, outro im­portante pesquisador, chegou a sugerir uma constante para cada tipo de onda.


Na fórmula original de McKee não se indicava a espessura, e sim a rigidez do material à flexão. A indicação da es­pessura, substituindo a rigidez à flexão, entretanto, permitiu maior facilidade do uso da fórmula no dia-a-dia da indústria. Uma vez que temos relacionados os fatores que entram na fórmula, não seria difícil equacionar o problema. Se todas as vezes que procedermos a um ensaio, para fins de controle no processo de fabri­cação, efetuarmos, também, ensaios para verificarmos a espessura e a resistência de coluna do material da caixa, obtere­ mos dados em volume suficiente para levantar, estatisticamente, as constantes que se adaptam às diferentes estruturas, correspondentes às ondas B ou C, em parede simples e ondas BC e em parede dupla, que são os tipos mais usados. Na rotina, o problema não tem causado preocupações porque sempre podemos
fazer um teste prático quando estamos projetando uma embalagem. Antes, en­tretanto, é sempre feito um cálculo teórico usando-se as fórmulas acima. Aprimorar os cálculos, visando a uma maior confiabilidade, é altamente desejável.


Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br

 

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