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A fórmula original de McKee traz por
constante o "valor" 5,87, que vem sendo
considerado por muitos usuários e
fabricantes no cálculo teórico da
compressão vertical da caixa de papelão
ondulado para as estruturas de paredes
simples e dupla. Aqui, no Brasil, foi
elaborado um estudo pelo Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT), que
definiu dois "valores": 5,6 para a
estrutura de parede simples e 4,9 para a
dupla. No caso da estrutura de parede
simples, entretanto, foram testadas
caixas em papelão ondulado de onda C
(não se realizaram estudos em caixas de
parede simples de onda B). Na estrutura
de parede dupla, foi utilizada a
combinação de ondas BC. Há uma evidente
diferença entre os resultados obtidos
pela constante de McKee e os do IPT
deduziu. Quando se trata de uma
estrutura de parede simples, a diferença
não se mostra tão significativa; porém,
quando se usa uma estrutura de parede
dupla, é considerável: 5,87 contra 4,9.
Vejamos um exemplo para realçar essa
diferença. Calculemos a resistência à
compressão para uma caixa normal de
dimensões 500 x 400 x 300 mm, de papelão
ondulado, parede dupla, 7 mm de
espessura e resistência de coluna de 10
kgf/cm.

Se a necessidade de resistência à
compressão da caixa for 658 kgf,
teremos, adotando a constante 4,90, de
utilizar um papelão ondulado de
resistência de coluna de 12 kgf!
Kellicut, outro importante pesquisador,
chegou a sugerir uma constante para cada
tipo de onda.
Na fórmula original de McKee não se
indicava a espessura, e sim a rigidez do
material à flexão. A indicação da
espessura, substituindo a rigidez à
flexão, entretanto, permitiu maior
facilidade do uso da fórmula no
dia-a-dia da indústria. Uma vez que
temos relacionados os fatores que entram
na fórmula, não seria difícil equacionar
o problema. Se todas as vezes que
procedermos a um ensaio, para fins de
controle no processo de fabricação,
efetuarmos, também, ensaios para
verificarmos a espessura e a resistência
de coluna do material da caixa, obtere
mos dados em volume suficiente para
levantar, estatisticamente, as
constantes que se adaptam às diferentes
estruturas, correspondentes às ondas B
ou C, em parede simples e ondas BC e em
parede dupla, que são os tipos mais
usados. Na rotina, o problema não tem
causado preocupações porque sempre
podemos
fazer um teste prático quando estamos
projetando uma embalagem. Antes,
entretanto, é sempre feito um cálculo
teórico usando-se as fórmulas acima.
Aprimorar os cálculos, visando a uma
maior confiabilidade, é altamente
desejável.
Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação
Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br
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