55 (11) 3538-ABPO

 

Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Julho 2007

Um aspecto importantíssimo na produção do papelão ondulado, visando alcan­çar as especificações da embalagem, diz respeito ao controle, durante o processo, em todos os pontos críti­cos que podem dar origem a alguma perda na qualidade.

A especificação considerada como a mais importante para a embalagem de papelão ondulado é a resistência à compressão.

Na previsão da resistência à com­pressão, dois fatores referentes à chapa de papelão ondulado aparecem na fórmula de cálculo: a resistência de coluna e a espessura. Variações nesses dois parâmetros, durante o processo, afetarão diretamente a expectativa de alcançar determinado resultado na caixa pronta.

Teoricamente, faz-se o cálculo segundo a conhecida fórmula de McKee:


BCT = k.C . mk.gif

 

onde :


BCT = resistência à compressão

k = constante

C = resistência à compressão de coluna

e = espessura do papelão ondulado

p = perímetro da caixa


Maximizar a resistência à com­pressão de coluna   e a espessura consiste, sem dúvida, em um objetivo primordial da produção. Por exemplo: se estivermos calculando a resistência à compressão de uma caixa de estilo normal, em papelão ondulado de onda C, e usarmos 4 mm como espessura (típica da onda C), mas na produção só alcançarmos 3,5 mm (perda de 0,5 mm), obteremos um resultado 6,9% menor do que o previsto (esperado teoricamente). Se considerarmos que essa espessura menor afetará, também, a resistência à compressão de coluna, fica fácil entender a extrema importân­cia do controle da espessura durante o processo, para que se atinja a expec­tativa da resistência à compressão da embalagem pronta.

Muitos usuários já têm, em suas especificações, a resistência à com­pressão da embalagem como principal parâmetro de controle. O critério de aceitação, segundo o Manual de Controle de Qualidade da ABPO, prescreve o ensaio de cinco corpos de prova. Um resultado abaixo do especificado, desde que a média seja igual ou maior que a especificação exigida pelo cliente, não gera motivo de rejeição.

Alguns clientes especificam para a resistência à compressão da emba­lagem um valor mínimo e, portanto, consideram que todos os resultados dos ensaios devem ser iguais ou superiores a esse mínimo especificado.

Nos controles de qualidade dos fornecedores e dos usuários, deve-se verificar esses dois procedimentos previamente, isto é, antes da produção, já que se trata de critérios diferentes.

Como muitos fatores durante o processo podem influenciar os re­sultados dos ensaios de resistência à compressão, todos precisam ser muito bem monitorados durante a produção. Um desses fatores - a espessura - é o que estamos analisando aqui.

Além dos cuidados e dos controles durante a produção da chapa na onduladeira, outros cuidados e controles são necessários na produção da caixa na impressora. É importante verificar a espessura da chapa na entrada da máquina e a espessura obtida na caixa pronta, na saída da impressora. Tam­bém se faz preciso analisar o que se pode fazer para maximizar a espessura, o que significa procurar conhecer bem o equipamento com o qual se trabalha e estabelecer tolerâncias para servirem como guias para os operadores. 


Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado. 
abpo@abpo.org.br

 

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