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Um aspecto importantíssimo na produção
do papelão ondulado, visando alcançar
as especificações da embalagem, diz
respeito ao controle, durante o
processo, em todos os pontos críticos
que podem dar origem a alguma perda na
qualidade.
A especificação considerada como a mais
importante para a embalagem de papelão
ondulado é a resistência à compressão.
Na previsão da resistência à
compressão, dois fatores referentes à
chapa de papelão ondulado aparecem na
fórmula de cálculo: a resistência de
coluna e a espessura. Variações nesses
dois parâmetros, durante o processo,
afetarão diretamente a expectativa de
alcançar determinado resultado na caixa
pronta.
Teoricamente, faz-se o cálculo segundo a
conhecida fórmula de McKee:
BCT = k.C . 
onde :
BCT = resistência à compressão
k = constante
C = resistência à compressão de coluna
e = espessura do papelão ondulado
p = perímetro da caixa
Maximizar a resistência à compressão de
coluna e a espessura consiste, sem
dúvida, em um objetivo primordial da
produção. Por exemplo: se estivermos
calculando a resistência à compressão de
uma caixa de estilo normal, em papelão
ondulado de onda C, e usarmos 4 mm como
espessura (típica da onda C), mas na
produção só alcançarmos 3,5 mm (perda de
0,5 mm), obteremos um resultado 6,9%
menor do que o previsto (esperado
teoricamente). Se considerarmos que essa
espessura menor afetará, também, a
resistência à compressão de coluna, fica
fácil entender a extrema importância do
controle da espessura durante o
processo, para que se atinja a
expectativa da resistência à compressão
da embalagem pronta.
Muitos usuários já têm, em suas
especificações, a resistência à
compressão da embalagem como principal
parâmetro de controle. O critério de
aceitação, segundo o Manual de Controle
de Qualidade da ABPO, prescreve o ensaio
de cinco corpos de prova. Um resultado
abaixo do especificado, desde que a
média seja igual ou maior que a
especificação exigida pelo cliente, não
gera motivo de rejeição.
Alguns clientes especificam para a
resistência à compressão da embalagem
um valor mínimo e, portanto, consideram
que todos os resultados dos ensaios
devem ser iguais ou superiores a esse
mínimo especificado.
Nos controles de qualidade dos
fornecedores e dos usuários, deve-se
verificar esses dois procedimentos
previamente, isto é, antes da produção,
já que se trata de critérios diferentes.
Como muitos fatores durante o processo
podem influenciar os resultados dos
ensaios de resistência à compressão,
todos precisam ser muito bem monitorados
durante a produção. Um desses fatores -
a espessura - é o que estamos analisando
aqui.
Além dos cuidados e dos controles
durante a produção da chapa na
onduladeira, outros cuidados e controles
são necessários na produção da caixa na
impressora. É importante verificar a
espessura da chapa na entrada da máquina
e a espessura obtida na caixa pronta, na
saída da impressora. Também se faz
preciso analisar o que se pode fazer
para maximizar a espessura, o que
significa procurar conhecer bem o
equipamento com o qual se trabalha e
estabelecer tolerâncias para servirem
como guias para os operadores.
Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação
Brasileira do Papelão Ondulado.
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