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A resistência à compressão de
uma caixa normal é dada em
função do seu perímetro (duas vezes o
comprimento mais duas vezes a largura da caixa), da
resistência de
coluna da chapa de papelão ondulado e de
sua resistência à flexão, além da
relação entre comprimento e largura da
caixa, entre outros fatores.
A
fórmula para o cálculo da compressão,
conhecida como fórmula de McKee, teve,
em sua versão simplificada, a resistência à flexão substituída pela
espessura da chapa de papelão ondulado. Essa
simplificação facilitou, em muito, a
utilização da fórmula, que ficou conhecida
conforme equação abaixo:
BCT = k.C .

• BCT = resistência à compressão
• k = constante que depende do tipo de estrutura
do papelão ondulado
• C = resistência de coluna do papelão ondulado
• p = perímetro da caixa
• e = espessura do papelão
ondulado
A resistência ao
empilhamento, por
sua vez, é a carga máxima que a caixa pode suportar,
levando-se em
consideração as condições às quais será
submetida em seu uso normal: tempo de estocagem, umidade relativa, tipo de arranjo sobre o
palete, número de unidades
empilhadas sobre a caixa da base, etc. A
carga sobre a caixa da base é, então, multiplicada
por um fator de segurança que considera todas essas situações.
Na determinação do fator
de segurança,
consideram-se as perdas que cada
condição traz à caixa em seu uso normal. Uma caixa
estocada durante 30 dias, por exemplo, perde cerca de 40%
de sua resistência; se a umidade relativa for da ordem de 70%, determinará perda de 20%. Se
as caixas estiverem no palete, sobrepostas em
arranjo cruzado, haverá perda de 40% a 60%. A própria superfície do palete, em
função do distanciamento entre as
tábuas, pode determinar perdas de 10% a 25%. Outros fatores,
ainda, podem agir
e deverão ser considerados. Para tanto, faz-se preciso
conhecer a participação
de todos os fatores atuantes sobre a caixa em seu uso
e ambiente de
distribuição.
Considerando-se os fatores apresentados acima (tempo de estocagem, umidade relativa, arranjo das
caixas e
características do palete), poderíamos, nesta hipótese, calcular aqui o fator de
segurança incidente sobre a caixa.
• Tempo de estocagem = 0,60
• Umidade relativa = 0,80
• Arranjo das caixas = 0,40
• Superfície do palete
= 0,90
Assim,
multiplicando-se os percentuais de resistência que a caixa
retém em cada situação, vamos obter
o fator 0,1728. Normalmente se usa o
inverso do fator, assim calculado, e se
multiplica pela carga sobre a caixa da base do palete. No exemplo citado, se sobre a
caixa tivermos carga de 100 kg, multiplicaríamos esse peso por
5,787 (inverso de 0,1728). A resistência
ao empilhamento seria, então, de 579 quilogramas.
Há, portanto, distinção entre resistência
à compressão e ao empilhamento.
Ao especificar a resistência à compressão,
espera-se que a caixa, quando
submetida a compressão em uma prensa
apropriada, resista à carga expressa na
especificação. Se esta é, ou não, correspondente
à resistência ao empilhamento,
depende de ter sido especificado,
para a resistência à compressão, valor
igual ao calculado para a resistência
ao empilhamento. Normalmente assim
acontece na prática. Isso leva muitos usuários - e mesmo fornecedores - a
não considerar a resistência à compressão e a
resistência ao empilhamento como coisas distintas. É importante,
porém, fazer tal distinção. *Referência: Fiber Box Association Handbook(Ed. 1999)
Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br
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