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Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Fevereiro 2007

resistência à compressão de uma caixa normal é dada em função do seu perímetro (duas vezes o comprimento mais duas vezes a largura da caixa), da resistência de coluna da chapa de papelão ondulado e de sua resistência à flexão, além da relação entre comprimento e largura da caixa, entre outros fatores.

A fórmula para o cálculo da compressão, conhecida como fórmula de McKee, teve, em sua versão simplificada, a resistência à flexão substituída pela espessura da chapa de papelão ondulado. Essa simplificação facilitou, em muito, a utilização da fórmula, que ficou conhecida conforme equação abaixo:

BCT = k.C . mk.gif

 

• BCT = resistência à compressão

• k = constante que depende do tipo de estrutura do papelão ondulado

• C = resistência de coluna do papelão ondulado

• p = perímetro da caixa

• e = espessura do papelão ondulado

 

A resistência ao empilhamento, por sua vez, é a carga máxima que a caixa pode suportar, levando-se em consideração as condições às quais será submetida em seu uso normal: tempo de estocagem, umidade relativa, tipo de arranjo sobre o palete, número de unidades empilhadas sobre a caixa da base, etc. A carga sobre a caixa da base é, então, multiplicada por um fator de segurança que considera todas essas situações.

 

Na determinação do fator de segurança, consideram-se as perdas que cada condição traz à caixa em seu uso normal. Uma caixa estocada durante 30 dias, por exemplo, perde cerca de 40% de sua resistência; se a umidade relativa for da ordem de 70%, determinará perda de 20%. Se as caixas estiverem no palete, sobrepostas em arranjo cruzado, haverá perda de 40% a 60%. A própria superfície do palete, em função do distanciamento entre as tábuas, pode determinar perdas de 10% a 25%. Outros fatores, ainda, podem agir e deverão ser considerados. Para tanto, faz-se preciso conhecer a participação de todos os fatores atuantes sobre a caixa em seu uso e ambiente de distribuição.

 

Considerando-se os fatores apresentados acima (tempo de estocagem, umidade relativa, arranjo das caixas e características do palete), poderíamos, nesta hipótese, calcular aqui o fator de segurança incidente sobre a caixa.

• Tempo de estocagem  = 0,60

• Umidade relativa  = 0,80

• Arranjo das caixas      = 0,40

• Superfície do palete    = 0,90
 

Assim, multiplicando-se os percentuais de resistência que a caixa retém em cada situação, vamos obter o fator 0,1728. Normalmente se usa o inverso do fator, assim calculado, e se multiplica pela carga sobre a caixa da base do palete. No exemplo citado, se sobre a caixa tivermos carga de 100 kg, multiplicaríamos esse peso por 5,787 (inverso de 0,1728). A resistência ao empilhamento seria, então, de 579 quilogramas.

Há, portanto, distinção entre resistência à compressão e ao empilhamento. Ao especificar a resistência à compressão, espera-se que a caixa, quando submetida a compressão em uma prensa apropriada, resista à carga expressa na especificação. Se esta é, ou não, correspondente à resistência ao empilhamento, depende de ter sido especificado, para a resistência à compressão, valor igual ao calculado para a resistência ao empilhamento. Normalmente assim acontece na prática. Isso leva muitos usuários - e mesmo fornecedores - a não considerar a resistência à compressão e a resistência ao empilhamento como coisas distintas. É importante, porém, fazer tal distinção.    *Referência: Fiber Box Association Handbook(Ed. 1999)

 

Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado. 
abpo@abpo.org.br

 

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