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Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Dezembro 2008

Em recente seminário (Semana da Embalagem, de 20 a 23 de outubro) promovido pelo Jornal Entreposto. r.o Ceagesp, em São Paulo, tivemos a oportunidade de apresentar palestra sobre a embalagem de papelão on­dulado para produtos hortifrutícolas. A apresentação abordou o assunto das embalagens modulares, que têm dimensões diferentes, porém sub-múltiplas (ou múltiplas), adequadas ao transporte em paletes de 1.000 mm x 1.200 mm (as dimensões do palete-padrão).
Durante a apresentação, dois outros aspectos foram também dis­cutidos. O primeiro foi a importante função de proteção que a embalagem de papelão ondulado oferece aos produtos que transporta. Produtos hortifrutícolas têm exigências críticas quanto à qualidade do que chega às mãos do consumidor final. Frutos com evidentes sinais de amassamentos, por exemplo, provocados por impac­tos contra as paredes da embalagem, ião deixados de lado na hora de o comprador selecionar o que vai levar para casa. A embalagem de papelão ondulado, devido ao seu poder de acolchoamento, absorve choques que
poderiam ser transmitidos ao conteúdo. Essa é uma importante característica e que somente embalagens com as propriedades do papelão ondulado podem oferecer a produtos delicados como os da hortifruticultura.
O outro tema que enfatizamos du­rante a palestra (e que é o assunto do título) foi o emprego de embalagens de papelão ondulado para uma única utilização com produtos hortifrutí­colas. Embalagens fabricadas com outros materiais e destinadas a usos repetitivos precisam ser higienizadas, isto é, lavadas e tratadas para eliminar organismos (pragas) que ficam agrega­dos ao material e podem contaminar os produtos transportados em uma segunda viagem ou mesmo produções futuras da agricultura.
Além de não ter a preocupação com o controle do processo de higie-nização da embalagem, o usuário do papelão ondulado também não precisa administrar o retorno das embalagens vazias, processo no qual invariavel­mente ocorrem perdas, onerando o custo da embalagem, que não cumpre o número de viagens previstas para justificar seu uso. O preço da emba­lagem retornável é, unitariamente, bem maior que o da embalagem não retornável (one way).
A embalagem de papelão ondulado, por não ser retornável, tem uma impor­tantíssima contribuição na preservação da saúde do consumidor de produtos hortifrutícolas. Uma vez usada, é des­cartada e, então, volta a ser reciclada, isto é, torna-se matéria-prima para a fábrica de papel e se transforma, no­vamente, em material para embalagem ou papel para outras finalidades, bene­ficiando também o meio ambiente.


Por
Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado. 
abpo@abpo.org.br

 

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