|
Revista O
PAPEL |
ARTIGO
TÉCNICO
Abril 2008 |
|
 |
Alguns usuários solicitam amostras de embalagens de papelão ondulado pensando em utilizá-las para um teste prático (teste de campo). Entretanto, para os fabricantes de embalagens, amostras são modelos feitos em laboratório e que, por isso, não representam a qualidade real da caixa que o cliente vai receber quando for, definitivamente, colocar seu produto no mercado. No caso de embalagens de papelão ondulado, uma amostra feita em laboratório apresentará, num teste de campo, desempenho sempre superior ao que se pode esperar de um produto de fabricação normal.
Amostras, feitas manualmente ou em equipamento tipo CAD-CAM, conservam todas as qualidades das chapas das quais são cortadas. Isso implica dizer que a espessura é mantida uniforme em toda a área da chapa. Em virtude disso, a resistência ao esmagamento apresenta valores praticamente iguais em todos os pontos da chapa. Como consequência da manutenção dessas propriedades, a resistência de coluna apresentará os melhores resultados nos ensaios de laboratório.
Evidentemente, uma amostra feita com uma chapa perfeita, num processo que em nenhum momento causa danos à chapa, apresentará excelente desempenho. Conseqüentemente, para a avaliação correta do desempenho, o teste de campo deve ser feito com embalagens de fabricação cujas chapas tenham passado pela onduladeira e pêlos processos de empilhamento e transporte até a impressora, que inclui alimentação, atuação dos puxadores e possíveis pequenos esmagamentos em decorrência da impressão. Se a caixa for de um modelo de corte e vinco, podem ocorrer também esmagamentos decorrentes da estampagem, que exige a colocação de borrachas, na forma, para liberar (expulsar) a chapa então cortada.
Para que serve, então, a amostra? A amostra é feita para o cliente verificar o aspecto dimensional, estudar a impressão e escolher as áreas que serão impressas - enfim, para dispor, digamos assim, o layout da impressão sobre a caixa, verificando onde estão os vincos para as dobras e, no caso de caixas de corte e vinco, verificar as partes que não aparecem na caixa montada. É útil também para os clientes constatarem se o estilo é mesmo aquele recomendado pêlos fabricantes das máquinas que irão montar a embalagem. Desse modo, a amostra exerce uma função importante durante o processo de negociação, de dirimir possíveis dúvidas entre vendedor e comprador.
E esse protótipo também que será levado às reuniões de diretoria pêlos responsáveis pelas áreas de marketing, para as necessárias tomadas de decisão.
Há até situações em que os clientes enviam a amostra às suas agências de propaganda, para que estudem o impacto do efeito gráfico sobre a embalagem real, em dimensões e modelo.A amostra serve ainda para verificar as dimensões internas e externas, possibilitando, assim, um estudo do aproveitamento de espaços nos paletes e nos contêineres, por exemplo. Entretanto, os requisitos quanto à resistência, visando ao desempenho da caixa e que constam das especificações dos usuários, serão garantidos nas embalagens de produção. Esse é o compromisso do fabricante, que, para tanto, mantém controles em todas as fases da produção.
Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação
Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br
|
| |
|
 |
|
|
|
|
|