55 (11) 3538-ABPO

 

Revista O PAPEL

ARTIGO TÉCNICO
Abril 2007

O desempenho da embalagem, seja a fabricada de papelão ondulado, seja a produzida com outros tipos de materiais, depende muito de uma correia paletização.

Quanto à embalagem de papelão ondulado - nosso campo de atividade - faz-se importante apresentar algumas considerações em relação ao desempenho. Primeiramente, quero registrar que a embalagem de papelão ondulado - e aqui falo daquela caixa normal, do estilo mais fabricado — tem a resistência, em maior parte, distribuída pelas quatro arestas verticais. Estima-se que, dessa resistência, 64% se concentrem nesses quatro pontos da embalagem, ficando os restantes 36% referentes à resistência oferecida pêlos painéis verticais (lados) da caixa.

Por esse motivo, é preciso que todo o perímetro da caixa tenha apoio sobre a superfície do palete. Na prática, porém, isso muitas vezes não ocorre, por vários motivos. O primeiro: o fato de a superfície do palete ser formada por tábuas distanciadas umas das outras; quanto mais distanciadas, maiores os vãos que se formam. Assim, nesses espaços, partes correspondentes das paredes verticais da caixa ficam "suspensas", isto é, sem apoio. A caixa sofre certa perda de resistência, que será maior ainda se tais espaços entre as tábuas coincidirem com as arestas verticais. A cada aresta vertical sem apoio correspondem, teoricamente, 16% da resistência da caixa.


Consideração idêntica deve ser feita para o caso em que, colocadas umas sobre as outras, as caixas apresentam sobressalência para além dos limites do palete — situação bastante comum, por razões de dimensionamento das embalagens ou por falta de cuidados na paletização. Estamos aqui falando daquela primeira camada de caixas que fica em contato com a superfície do palete, mas há ainda outras caixas das camadas sobrepostas que podem, também, encontrar-se em posições semelhantes, principalmente quando as dimensões geram espaços que formam uma camada.

Uma perfeita paletização exige que as caixas formem um bloco estável, algo conseguido com uma cintagem das caixas e a utilização de cantoneiras nos quatro cantos verticais formados pelas unidades sobrepostas. Além dessa cintagem horizontal, outra vertical complementa a segurança e evita que as caixas da camada superior do palete se desloquem, especialmente em virtude de movimentos verticais transmitidos à carga pêlos caminhões, como consequência das irregularidades da superfície de nossas estradas.


O setor de hortifruticultura vem procurando adequar-se às
recomendações relativas ao dimensionamento das caixas e aos procedimentos para uma perfeita paletização. As embalagens, além de dimensionadas de acordo com o palete utilizado, são cintadas horizontal e verticalmente. Como cuidado especial, as unidades são autoempilháveis, isto é, se travam umas às outras por encaixes. A conscientização desses usuários vem permitindo que os produtos embalados cheguem ao consumidor final em perfeitas condições, principalmente no segmento de exportação, de modo a criar condição de concorrência em pé de igualdade com os países tradicionalmente exportadores de produtos hortifrutícolas.

Por Juarez Pereira
Assessor técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado. 
abpo@abpo.org.br

 

< Nova pagina 1

 

Fev/09
O papelão ondulado em 2008

Dez/08
Taxa de reciclagem de papelão ondulado atinge o pico no Brasil

Nov/08
As embalagens e o controle das perdas de produtos

Out/08
Legislação para embalagens de produtos hortícolas

Set/08
Embalagens de papelão ondulado para produtos hortícolas

Ago/08
A experiência francesa com embalagens hortícolas

Jul/08
Papelão ondulado para produtos hortifrutícolas

Jun/08
As ondas do papelão ondulado

Mai/08
Frutas, legumes e verduras: o varejo vai escolher a melhor embalagem

Abr/08
Embalagens de papelão ondulado para maçãs

Mar/08
Papelão ondulado em história

Fev/08
Pela valorização dos atributos das embalagens

Nov/07
O papelão ondulado e a segurança alimentar

Out/07
O mercado de embalagem de transporte na Europa

Set/07
Uso de papelão ondulado cresce na Espanha

Ago/07
A experiência francesa com embalagens hortícolas

Jul/07
Papelão ondulado para produtos hortifrutícolas

Jun/07
Embalagens brasileiras: falta de isonomia fiscal e tributária

Mai/07
O mercado mundial de papelão ondulado em 2006

Abr/07
O papelão ondulado e o velho rádio

Mar/07
O papelão ondulado em contato direto com os alimentos

Fev/07
Taxas de Reciclagem no Brasil e nos Estados Unidos

Jan/07
Setor fecha o ano com otimismo

 

Fev/09
Manual de Notas Técnicas

Dez/08
Embalagem hortifrutícola one way

Nov/08
A embalagem hortifrutícola -sistema modular

Out/08
Acessórios - resistência à compressão

Set/08
Acessórios em caixas de papelão ondulado

Ago/08
Fatores usados na fórmula de McKEE: a espessura (2)

Jul/08
Fatores usados na fórmula de McKEE: a espessura (1)

Jun/08
O esmagamento do papelão ondulado

Mai/08
Tipos de ondas para as estruturas do papelão ondulado

Abr/08
Amostras para testes de campo

Mar/08
Comentários sobre o Ensaio de Resistência de Coluna

Fev/08
Manual hortifrutícola: conceitos ampliados

Out/07
Fatores usados na fórmula de McKee: a constante k (4)

Set/07
Fatores usados na fórmula de McKee: o perímetro (3)

Ago/07
Fatores usados na fórmula de McKEE: a espessura (2)

Jul/07
Fatores usados na fórmula de McKEE: a espessura (1)

Jun/07
Condicionamento de produtos de papelão ondulado

Abr/07
Paletização

Mar/07
O uso dos códigos Fefco

Fev/07
Resistência à compressão x resistência ao empilhamento