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Causando
prejuízos
de aproximadamente
30 bilhões
de euros por
ano em toda
a Europa, as
perdas de produtos
constituem um
dos maiores
problemas enfrentados
pela indústria
em geral. De
acordo com especialistas,
mais de 50%
dessas perdas
estão
ligadas a erros
de contagem
nas linhas de
produção,
roubos em lojas
e perdas propriamente
ditas na cadeia
de suprimentos
como um todo.
É quase
impossível,
porém,
determinar exatamente
onde ocorrem.
Esse
problema preocupa
a todos os envolvidos,
inclusive os
fabricantes
de embalagens
em geral e,
de maneira especial,
os produtores
de embalagens
de papelão
ondulado.
Requer-se atenção
especial às
novas tecnologias
já disponíveis
para alguns
casos, capazes
de rastrear
e investigar
a causa das
perdas pela
identificação
de cada produto,
embalagem e/ou
palete, dependendo
do processo
em questão.
Tecnologias
de Identificação
por Radiofreqüência
(RFID, na sigla
em inglês
para Radio Frequency
Identification
Technologies)
continuam ganhando
aceitação
e poderão
ser determinantes
nos negócios
que envolvem
embalagens num
futuro próximo.
Seus custos
ainda são
altos e muitas
dúvidas
ainda permanecem:
- A tecnologia
realmente trará
benefícios
concretos a
toda a cadeia
logística
de suprimentos,
desde os produtores
até o
consumidor final?
- Qual a real
relação
entre o custo
e o benefício?
- Essa nova
tecnologia realmente
transformará
a cadeia de
suprimentos?
Há obstáculos
a serem superados
no desenvolvimento
e na implementação
da tecnologia
por radiofreqüên-cia.
Alguns usuários
europeus reclamam
do fato de que
a tecnologia
não está
totalmente dominada:
etiquetas e
similares ainda
não garantem
segurança
total e a infra-estrutura
disponível
não tem
capacidade para
manusear o volume
de dados que
o novo sistema
está
criando. É
preciso resolver
também
o problema de
compatibilidade
e normalização
das frequências
dos diversos
territórios
onde será
implementada.
Portanto, a
indústria
de embalagens
deve estar atenta.
Antes
de qualquer
decisão,
é preciso
ter sempre em
mente que, seja
qual for a solução
escolhida, exigirá
planejamento
complexo e perfeito
entendimento
das tecnologias
disponíveis,
suas aplicações
e, principalmente,
seus custos
e reais benefícios.
Certamente,
ainda há
dúvidas
que deverão
ser dirimidas
para se chegar
a resultados
concretos.
Por Paulo Sérgio
Peres, presidente
da Associação
Brasileira do
Papelão
Ondulado [ABPO]
E-mail: abpo@abpo.org.br
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