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A estrutura
do papelão
ondulado está
fundamentada
no perfil de
onda - ou de
ondas - que
a compõe,
na gramatura
de seus papéis
capa e miolo
e nos demais
requisitos que
irão
atender às
especificações
das embalagens
para os fins
a que estão
destinadas.
Esta parte mais
técnica
tem sido objeto
de artigos específicos
nesta revista.
Porém,
vamos agora
nos ater aos
perfis de onda.
Um perfil de
onda recebe
nomenclatura
internacional
com uma letra
maiúscula.
Sendo assim,
temos ondas
A, B, C, E,
etc.
A
cada perfil
correspondem
determinadas
especificações,
das quais a
principal é
a altura da
onda. Por exemplo,
a onda B tem
altura que varia
de 2,30mm a
2,65mm; a onda
C, de 3,50mm
a 3,90mm; e
a onda E, chamada
microonda, de
1,15mm a 1,40mm.
No
Brasil, as ondas
mais utilizadas
são a
B, a C e a E,
e a composição
em estrutura
de parede dupla,
a BC. Em 2007,
tivemos, em
média,
a utilização
de 39,5% de
onda B; 36,9
% de onda C;
20,7% de parede
dupla BC; 1,1%
de onda E; e
1,8 % de outras.
Nos
últimos
tempos, surgiram
novos perfis
para as microondas,
com a inclusão
das ondas F,
G e N, com alturas
cada vez mais
baixas, a saber:
0,75mm para
a onda F, 0,50mm
para a onda
G e 0,45mm para
a onda N. O
desenvolvimento
dessas micro-microondas
teve como objetivo
a ampliação
do mercado do
papelão
ondulado como
embalagem primária.
Impressões
flexográficas
sofisticadíssimas
são conseguidas
com esse tipo
de onda, com
aplicações
nos mercados
de perfumaria
e cosméticos,
produtos farmacêuticos,
alimentícios,
eletroeletrônicos,
de higiene e
limpeza, informática,
fruticultura,
brinquedos e
outros. Nesse
campo, a última
novidade é
a onda O, com
0,30mm de altura.
No
outro extremo,
em que estão
as chamadas
ondas altas,
houve o ressurgimento
da onda A, com
altura entre
4,10mm e 4,70mm,
e o lançamento
das ondas K,
com 5,95mm de
altura, e D,
com 7,35mm.
Essas superondas
são mais
usadas em composições
de paredes duplas
e triplas. O
papelão
ondulado assim
obtido tem características
de alta resistência,
destinado à
produção
de embalagens
extragrandes,
verdadeiros
contêineres,
capazes de transportar
volumes e pesos
denominados
em toneladas.
Essas
importantes
novidades fortalecem
e consolidam
o papelão
ondulado como
a embalagem
de transporte
mais usada no
mundo, ao mesmo
tempo em que
abrem novas
oportunidades
para o uso desse
mesmo papelão
ondulado como
embalagem primária,
cada vez mais
sofisticada.
Por
Paulo Sérgio
Peres
Presidente da
Associação
Brasileira do
Papelão
Ondulado.
abpo@abpo.org.br
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