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Revista O PAPEL

PALAVRA DO PRESIDENTE
Junho 2008

As ondas do papelão ondulado

A estrutura do papelão ondulado está fundamentada no perfil de onda - ou de ondas - que a compõe, na gramatura de seus papéis capa e miolo e nos demais requisitos que irão atender às especificações das embalagens para os fins a que estão destinadas. Esta parte mais técnica tem sido objeto de artigos específicos nesta revista. Porém, vamos agora nos ater aos perfis de onda. Um perfil de onda recebe nomenclatura internacional com uma letra maiúscula. Sendo assim, temos ondas A, B, C, E, etc.

A cada perfil correspondem determinadas especificações, das quais a principal é a altura da onda. Por exemplo, a onda B tem altura que varia de 2,30mm a 2,65mm; a onda C, de 3,50mm a 3,90mm; e a onda E, chamada microonda, de 1,15mm a 1,40mm.

No Brasil, as ondas mais utilizadas são a B, a C e a E, e a composição em estrutura de parede dupla, a BC. Em 2007, tivemos, em média, a utilização de 39,5% de onda B; 36,9 % de onda C; 20,7% de parede dupla BC; 1,1% de onda E; e 1,8 % de outras.

Nos últimos tempos, surgiram novos perfis para as microondas, com a inclusão das ondas F, G e N, com alturas cada vez mais baixas, a saber: 0,75mm para a onda F, 0,50mm para a onda G e 0,45mm para a onda N. O desenvolvimento dessas micro-microondas teve como objetivo a ampliação do mercado do papelão ondulado como embalagem primária.

Impressões flexográficas sofisticadíssimas são conseguidas com esse tipo de onda, com aplicações nos mercados de perfumaria e cosméticos, produtos farmacêuticos, alimentícios, eletroeletrônicos, de higiene e limpeza, informática, fruticultura, brinquedos e outros. Nesse campo, a última novidade é a onda O, com 0,30mm de altura.

No outro extremo, em que estão as chamadas ondas altas, houve o ressurgimento da onda A, com altura entre 4,10mm e 4,70mm, e o lançamento das ondas K, com 5,95mm de altura, e D, com 7,35mm. Essas superondas são mais usadas em composições de paredes duplas e triplas. O papelão ondulado assim obtido tem características de alta resistência, destinado à produção de embalagens extragrandes, verdadeiros contêineres, capazes de transportar volumes e pesos denominados em toneladas.

Essas importantes novidades fortalecem e consolidam o papelão ondulado como a embalagem de transporte mais usada no mundo, ao mesmo tempo em que abrem novas oportunidades para o uso desse mesmo papelão ondulado como embalagem primária, cada vez mais sofisticada.

Por Paulo Sérgio Peres
Presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br

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