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O Conselho de Associações da
Indústria de Papel (Piac,
na sigla em inglês)
emite
informações
detalhadas sobre, entre
outros assuntos, reciclagem
de papéis e de embalagens
de papelão ondulado nos Estados Unidos. De
acordo com a entidade, em
2005 o país atingiu o pico da reciclagem
de papéis, com taxa geral
de 51,5%, o que representa coleta de 51,3
milhões de toneladas de papel
contra consumo aparente de 99,5
milhões de toneladas.
Especificamente para as embalagens
de papelão ondulado, a taxa de reciclagem norte-americana chegou a
76,6%. Houve a recuperação de 24,7 milhões de toneladas de aparas de
papelão ondulado para consumo aparente de 32,3 milhões de toneladas
O Brasil, em 2005, recuperou 3,4
milhões de toneladas de papéis
recicláveis, volume que representa 46,9%
de taxa de reciclagem. Desse
total, recuperaram-se 2,24 milhões de
toneladas de aparas de papelão
ondulado para consumo aparente de 2,89 milhões
de toneladas, resultando, portanto,
na taxa de reciclagem de 77,4%. Tais dados provêm do trabalho A
Atividade de Reciclagem de Papel no
Brasil, divulgado pela
Associação Brasileira de Celulose e Papel
(Bracelpa), como o mais completo e
detalhado documento sobre o tema no País.
Esse ciclo virtuoso — que recupera 77,4% das embalagens de papelão ondulado produzidas, que alivia
os
aterros ao evitar cada vez
mais a geração
de resíduos sólidos e ocasiona
milhares e milhares de empregos diretos e
indiretos em todas as fases da
produção - é, sem dúvida alguma, uma
das maiores vantagens comparativas
das embalagens de papelão
ondulado no Brasil.
Historicamente, o setor de papelão ondulado no Brasil e nos Estados Unidos tem apresentado altas
taxas de
reciclagem, sendo que os índices brasileiros vêm superando sistematicamente os americanos,
como se pode
comprovar no quadro abaixo.
Essas altas taxas
de reciclagem representam forte contribuição da indústria do papelão ondulado ao meio
ambiente. Nossas embalagens,
100%
recicláveis e biodegradáveis,
causam baixo
impacto ambiental em todos os estágios de seu ciclo de
vida. Trata-se de uma
cadeia
praticamente fechada, na qual a embalagem usada passa por reciclagem
e se destina
novamente ao uso na
fabricação de embalagens.
Por
Paulo Sérgio Peres
Presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado.
abpo@abpo.org.br
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