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Revista O PAPEL

PALAVRA DO PRESIDENTE
Abril 2008

Noventa por cento das maçãs produzidas na região de Fraiburgo (SC) vão para os mercados externo e interno em embalagens de papelão ondulado. Por quê? "Porque essas embalagens ocupam menos espaço, pesam menos, facilitam a paletização, o armazenamento e o transporte, protegendo perfeitamente nossas maçãs há mais de 20 anos", enfatiza um diretor de uma das maiores empresas da região. Ele ainda acrescenta: "Neste ano, 100% de nossas maçãs estão sendo embaladas em papelão ondulado, porque temos produtos de qualidade e precisamos garantir que cheguem em perfeitas condições ao consumidor final aqui no Brasil e no exterior".

As maçãs são submetidas a um rigoroso controle de qualidade, do plantio à entrega do produto aos compradores. Após a colheita, são processadas nas modernas plantas industriais da região. A seleção das frutas ocorre eletronicamente, por cor, volume e peso.

A grande maioria da produção brasileira de maçãs chega ao mercado em embalagens de papelão ondulado. "Nas exportações, 100% das embalagens são de papelão ondulado; no mercado interno, infelizmente, ainda se usam outras embalagens, o que gera uma perda muito grande da saída do produtor à chegada ao consumidor", lamenta o mesmo diretor. Ele explica que isso se deve a diversos problemas: nos entrepostos, por exemplo, continuam a utilizar a mão-de-obra barata dos carregadores, em vez de ágeis empilhadeiras.

Outra questão levantada pelo diretor refere-se ao fato de que certas embalagens retornáveis - aliás, um costume a ser vencido - não respeitam as normas de embalamento e facilitam a proliferação de fungos e insetos, bem como a ocorrência de lascas, umidade e outros fatores danosos às frutas. "É uma questão cultural lamentável, que causa prejuízos enormes para o País", argumenta.

Outro absurdo apontado: alguns compradores não querem carregar seus caminhões com paletes. "Paletizamos todas as nossas embalagens, mas eles desmontam os paletes para carregar algumas caixas a mais. Isso aumenta o peso no caminhão, prejudica as estradas e ainda danifica as frutas, já que os trabalhadores acabam pisando nas embalagens e nas frutas ao subirem e descerem para tirar e colocar as lonas. Eles não calculam essas perdas e muito menos o tempo gasto para desmanchar os paletes, carregar os caminhões, descarregar, estocar, etc.", afirma o diretor. Por outro lado, o executivo salienta: "Hoje estamos usando embalagens moduladas de papelão ondulado, que facilitam o empilhamento, ampliam a proteção, agilizam o transporte e, inclusive, possibilitam a exposição no ponto-de-venda, com frutas perfeitas".

Os depoimentos citados, ao mesmo tempo em que nos animam como produtores de embalagens de papelão ondulado, aumentam grandemente nossa responsabilidade em preservar e melhorar nossas embalagens, bem como difundir cada vez mais a importância de seu uso.

Por Paulo Sérgio Peres
Presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado. 
abpo@abpo.org.br

 

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